quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Continuação...

Entretanto, não foi isso que aconteceu a partir desta data minha vida nunca mais voltou a ser a mesma. De forma mais afirmativa a minha desmoronou, meus sonhos acabaram estava vivendo literalmente um grande pesadelo. Fui personagem de uma história trágica e triste. Vou contar resumidamente a narrativa de uma mãe desesperada que tenta de alguma maneira ajudar sua querida filha com GRAVE LESÃO CEREBRAL, a acordar, a sorrir, a chorar, a se movimentar como o normal de qualquer criança de sua idade. Desesperada por ter a confirmação que tudo aconteceu por total negligência, incompetência, imprudência e imperícia.

Uma gestação perfeita sem nenhuma intercorrência, com bolsa rota, fui ao HCPM-RJ o médico me examinou e disse que demoraria o parto, pois não tinha dilatação. Porém com toda afirmação, dizia que seria parto normal. Após algumas horas fez então a indução colocando medicações intravaginal e intravenosa. Após mais de 12 horas de espera, este mesmo disse que estaria com 9.8 de dilatação. Sendo que mesmo com “dita” total dilatação o bebê não nasceu como ele afirmava com tanta certeza e convicção de parto vaginal, depois de horas forçando o parto, a minha bebê já encaixada pôr horas no canal vaginal se asfixiando. Então resolveu ele fazer cesárea, pois ou morreria eu, ou a minha bebê. Nascendo meu bebe com parada cardíaca progressiva, parada respiratória e bossa serossanguínea biparietal grande (coágulo sanguíneo pelo tempo de pressão da cabeça no canal vaginal), apgar 1/6/7, dita uma asfixia perinatal aguda, oriunda dos procedimentos médicos adotados e inúmeras complicações decorrentes da demora na conversão do parto vaginal para a cesariana.

Ficou pôr 2 meses internada no CTI, e tendo uma lesão grave no cérebro, onde morreram mais de 70% de seus neurônios devido a falta de oxigenação.

Um comentário:

  1. Prezadas, soou mais uma vítima do HCPM e busco os relatos das vítimas, mesmo que de forma anonima, para dar prosseguimento ao artigo que estou escrevendo sobre violencia obstétrica nesse hospital.

    Por favor, me procurem violencianohpm@gmail.com

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